Acabaram por desistir de ir ao ginásio. O ambiente entre os dois encontrava-se demasiado pesado e mais tempo perto um do outro poderia acabar mal. A morena estacionou o carro na garagem, saindo e trancando de seguida. Seguiam os dois, em pleno silêncio para o apartamento. Emily assim que entrou dirigiu-se ao quarto, fechou-se lá dentro começou a arrumar as suas coisas nas malas. Havia decidido que assim seria melhor para ela e para a sua irmã. Sabia que Jen e os restantes iam tentar convence-la a ficar lá em casa, por isso mesmo decidiu sair mais cedo, instalar-se num hotel e depois procuraria um apartamento para si. Não demorou muito até ter tudo arrumado, visto que havia chegado á pouco tempo e maior parte das suas coisas ainda estavam dentro das malas.
Abriu silenciosamente a porta do seu quarto, colocou a cabeça fora da ombreira da porta e olhou para ambos os lados do corredor. Não o viu. “Deve ter saído”, pensou. Deu de ombros e começou a levar as malas, uma a uma para o hall de entrada. Voltou ao quarto para trazer a sua mala do dia á dia, mais uma malinha pequena com as suas coisinhas e assim que voltou á sala viu-o parado a olhar as suas malas.
Emily – Precisas de alguma coisa daí? – Perguntou vestindo o casaco preto e abotoando-o.
Tom – Onde é que tu vais? – Apontou as malas e olhou-a de seguida a ajeitar o cabelo.
Emily – Embora – esclareceu.
Tom – Embora para onde? – Fez uma cara confusa e voltou a olhar as 4 malas de viagem á porta do apartamento.
Emily – Não é que seja da tua conta – atirou – Mas enquanto não encontrar um apartamento a meu gosto, fico num hotel.
Tom – E porque? Não estás bem aqui? – Voltou a olha-la. Ela riu-se ironicamente. Era preciso ser-se muito estúpido para dizer aquilo com imenso á vontade.
Emily – Ai Tom – abriu a porta do apartamento e chamou o elevador – Tudo menos ter de ficar debaixo do mesmo teto que tu e olhar para essa cara todos os dias – agarrou nas malas uma a uma e começou a mete-las dentro do elevador, entrando ela por fim – Eu depois falo com a Jen – sorriu falsamente – Passa bem, Tom Kaulitz – as portas do elevador fecharam-se, deixando o moreno completamente parvo com aquilo.
Acabou por entrar no apartamento fechando a porta de seguida. Mandou um sorriso matreiro e sentou-se no sofá. Afinal ele não tinha sido um erro, porque se realmente o tivesse sido, ela teria continuado a viver ali e a conviver com ele como senão fosse nada, mas não. Ela saiu dali para não ter de encara-lo todos os dias, e ele sentiu-se bem com isso. Sabia que mexia com ela e isso deixava-o demasiado contente.
Passado uma hora da morena ter saído, Jen e Bill entravam pelo apartamento e Tom encontrava-se no mesmo sítio, a ver televisão e a comer uma sandes.
Jen – Então amor – aproximou-se do namorado e depositou-lhe um carinhoso beijo nos lábios, sentando-se ao lado dele.
Tom – como correu o dia? – Olhou a namorada e depois o irmão a sentar-se numa poltrona e espreguiçando-se.
Bill – Bem – esclareceu o irmão – Muito trabalho como sempre – revirou os olhos.
Jen – e como correu lá no ginásio amor? – Olhou o namorado.
Tom – Pois – coçou o couro cabeludo – A tua irmã não quis ir e além disso acho melhor ligares para ela – Esclareceu a namorada.
Bill – então mas ela não está? – Perguntou confuso.
Tom – Não – disse simplesmente sem muitas cerimónias.
Jen – Mas onde é que ela se enfiou? – Voltava do quarto da irmã – ela e todas as coisas dela? – Remexia na mala á procura do telemóvel.
Tom – Liga-lhe a fala com ela – olhou o irmão que o observava de sobrolho levantado, desconfiado do irmão. Bill sabia perfeitamente que Tom haveria feito algo.
Jen – Sim vou ligar – saiu da sala, abandonando os gémeos.
Bill – O que se passou Tom? – Sentou-se ao lado irmão.
Tom – Bill não comeces – olhou-o – eu não fiz nada – defendeu-se – Ela não quis ir ao ginásio, voltamos para casa e quando dei por ela, tinha as malas feitas e á porta – esclareceu o gémeo curioso.
Jen – eu vou ter com ela – saiu da cozinha, ainda a desligar o telemóvel, pegou no casaco e saiu disparada de casa sob o olhar dos irmãos.
Bill – Tom – disse calmamente – A Jen já saiu portanto agora podes dizer-me a verdade.
Tom – Ontem quando tu e a Jen foram sair, eu e a Emily viemos para casa. Assim que chegámos ela foi para o quarto e eu fiquei aqui – olhou o sofá – Depois fui até ao quarto dela – suspirou – Tive de ir, algo me levou até lá – Bill olhava-o minuciosamente – Tentei seduzi-la, mas aquela miúda é difícil – sorriu – Depois fui para o meu quarto, tentar dormir, mas não conseguia. Depois ouvi um barulho e vi-a – olhou o irmão – Acabamos por nos envolver, claro.
Bill – No quarto da tua namorada? Que é irmã dela? – Repreendeu o gémeo.
Tom – Claro que não Bill – revirou os olhos – Fomos para o quarto dela – esclareceu o irmão – Ela disse que era a ultima vez que nos envolvíamos e para aproveitar-mos, e foi isso que fizemos, aproveitamos. Mas sempre com o receio que vocês aparecessem, obviamente.
Bill – Mas quando chegámos tu já estavas no quarto e ela a dormir – olhou o irmão confuso – Eu fui ver e ela estava a dormir.
Tom – Sim, depois fui deitar-me e depois chegaram vocês - apontou o irmão – Mas a Jen quando chegou começou a insinuar-se e sabes que ela não gosta de ouvir um não – suspirou.
Bill – Deixa-me adivinhar – levantou-se e deambulou pela sala – A Emily descobriu que depois de estares com ela, foste para a cama com a Jen – afirmou.
Tom – Sim, mas não fui eu que lhe contei – corrigiu – De manhã cheguei á cozinha com a Jen e a Emily já lá estava á minha espera para irmos ao ginásio e Jen gabou-se logo que “quando cheguei ainda tive festinha” – Revirou os olhos.
Bill – Uiii – franziu a testa e gozou o irmão, levando Tom a atirar-lhe a almofada.
Tom – Não gozes – pediu – A Emily ficou uma autêntica fúria. A Jen percebeu que ela ficou chateada, mas não percebeu o porque, e ainda bem – riu-se – Depois claro que quando ficamos sozinhos ela descarregou e disse-me tudo.
Bill – Normal – acendeu um cigarro – Se fosse comigo levavas um estalo – olhou a cara do irmão e percebeu que levou mesmo um estalo – Oh God, tu levaste um estalo – Bill ria-se ás gargalhadas e Tom amuava.
Tom – Tens uma graça – levantou-se – Ela disse que foi tudo um erro.
Bill – E tu? – Levantou-se e juntou-se ao lado do irmão, olhando a vista sob a cidade pela janela – Achas que foi tudo um erro?
Tom – Não Bill – suspirou – Não acho – bateu ombro do irmão e abandonou a sala, entrando no seu quarto.
Bill – Ai Tom – apagou o cigarro – No que tu te foste meter.
Depois dele ter saído do seu quarto, depressa adormeceu e nem sequer deu conta se a sua irmã e Bill haviam chegado. Acabou por acordar cedo. O relógio marcava 9 horas e se bem se lembrava tinha ficado de ir ao ginásio mais Tom, mas esse ainda deveria estar pregado no sono, por isso decidiu levantar-se e ir tomar um banho.
Vestiu umas leggins pretas, um top branco, uns ténis de desporto e um casaco cinzento atado até meio. Atou o cabelo num alto rabo-de-cavalo e saiu do quarto, indo em direcção á cozinha para tomar o pequeno-almoço. Retirou uma taça do armário, os cereais de um outro e o leite do frigorífico. Assim que o que queria comer estava pronto, sentou-se num banco alto que se encontrava na bancada e ficou virada para a porta começando a comer e a ouvir as notícias na televisão que havia ligado.
Ouviu uns barulhos vindos da sala e logo uma Jen e um Tom completamente ensonados entraram por aquela cozinha.
Jen – Bom dia maninha – Deu um beijo na bochecha da irmã e tirou o leite do frigorífico depositando-o num copo.
Emily – Bom dia – levou uma colher de cereais á boca e olhou a irmã e a seguir Tom.
Jen – Então o Tom portou-se bem ontem á noite? – Emily engasgou-se com os cereais e olhou a irmã
Emily – Como assim se portou bem? – Tentou disfarçar. Olhou a cara dele de completo descanso.
Jen – Se te chateou muito – riu-se e ele imitou-a.
Tom – Ela assim que chegou foi logo deitar-se e eu também – Esclareceu a namorada.
Jen – Mas quando cheguei com o teu irmão estavas acordado amor – olhou-o.
Tom – Acordei porque não dei contigo na cama – mentiu – Depois decidi esperar.
Jen – E fizeste bem – sorriu-lhe – Tanto que quando cheguei ainda tive festinha – Tom olhou a namorada e sorriu-lhe, vendo Emily completamente passada com o que tinha ouvido.
Emily – Eu vou ao ginásio – levantou-se, mandando brutamente com a taça para o lavatório e saindo disparada daquela divisão.
Jen – Mas o que é que lhe deu? – Olhou a porta e de seguida o namorado que deu de ombros fingindo não saber.
Assim que chegou ao quarto só lhe apetecia partir tudo á sua volta, mas controlou-se o suficiente para a sua irmão não perceber o sucedido. Arranjou rapidamente a mala para o ginásio, lavou os dentes e saiu do quarto dando de caras com a irmã e o namorado á porta de casa.
Jen – Nós vamos contigo – esclareceu a irmã que estava com cara de “Que estão aqui a fazer?”
Emily – Eu posso perfeitamente ir sozinha – sorriu á irmã – O Bill? – Olhou á sua volta.
Tom – Está a dormir, mas pelo que sei está acompanhado – sorriu matreiro ao mesmo tempo que respondia á rapariga.
Emily – Eu nem sequer te perguntei nada a ti – atirou.
Jen – Emily! – Repreendeu – Que te deu?
Emily – Nada – empurrou aqueles dois e saiu – Vêm ou vão ficar ai a olhar?
Ambos se olharam e saíram atrás dela entrando no elevador sem pronunciar uma única palavra. Emily mexia no telemóvel distraidamente e retirou as chaves do carro da mala.
Emily – Eu vou no meu carro – saiu do elevador, encontrando o seu carro intacto – E vocês?
Jen – A mim deixas-me no trabalho, vocês vão os dois para o ginásio falar com o amigo do Tom – disse sentando no lugar de trás, dando a entender que sairia primeiro e para Tom se sentar á frente.
Emily – Então mas não vinhas comigo? – Olhou a irmã pelo espelho retrovisor.
Jen – Até meio caminho – retirou os óculos e sol da mala e colocou-os na cara – Não me mates o namorado – gozou.
Tom – Vontade não lhe deve faltar – olhou Emily completamente passada.
Jen – Porque dizes isso? – Emily apertava o volante com as mãos tentando conter a raiva. Que lata que ele tinha. Tinha estado com ela, ido para a cama com ela e assim que Jen chegou da festa enrolou-se com ela também. Era preciso muita lata.
Tom – Por nada – sorriu – Maneira de dizer – esclareceu olhando a namorada.
Emily – Chegámos – informou a irmã – É preciso vir buscar-te?
Jen – Não – respondeu enquanto procurava as chaves do escritório – O Bill vem trabalhar depois e saímos á mesma hora – esclareceu. Deu um beijo ao namorado e saiu do carro. Emily arrancou e nem pronunciou uma única palavra ao moreno.
Tom – Vira aqui – pediu quebrando o silêncio. Ela não obedeceu seguindo em frente – Estás a ouvir-me? – Olhou-a e esta fingia não ouvir – Emily – tocou-lhe no braço recebendo uma chapada na cara. Ele levou a mão á face, ainda incrédulo com a atitude dela – Para que foi isto?
Emily – Cala a boca senão queres levar mais – ele esbugalhou os olhos – Tens uma lata Tom – riu-se – Dizes que me queres, que não paras de pensar naquela noite e queres mais e depois vais enrolar-te com a minha irmã depois de teres estado comigo? Muito baixo Kaulitz – ironizou.
Tom – Ela queria e eu nunca me neguei á tua irmã – esclareceu – Ela iria achar que se passava alguma coisa.
Emily – E não sabes dizer que não? – Parou o carro, trancou as portas e olhou-o – Ou és tão cão que fazes tudo o que te mandam? – Riu-se ironicamente.
Tom – A tua irmã ia desconfiar – revirou os olhos – Mas já que fazes tanta questão, assim que chegarmos a casa eu conto-lhe tudo – Emily assustou-se e ele viu isso na cara dela. Sabia que ela poderia gostar de estar com ele e tudo mais, mas a felicidade de Jen estava acima de isso tudo.
Emily – É que tu nem penses numa coisa dessas – olhou furtivamente e apontou-lhe o dedo – Ela ama-te e eu quero tudo menos destruir a felicidade da minha irmã – aos poucos a morena sentiu-se a fraquejar – tu – engoliu a seco.
Tom – O que eu fiz foi errado sim – confessou – Mas ela pediu-me – encolheu os ombros e olhou-a suavemente – Só me neguei uma vez á tua irmã e ela fez um filme enorme para tentar descobrir porque eu o tinha feito. Ela é ciumenta, bastante – revirou os olhos.
Emily – Não me interessa – meteu-se direita no banco – O que tu e a minha irmã fazem só a vós vos diz respeito, por isso – colocou o cinto – Isto acabou – apontou para ambos – Morreu aqui o que se passou. Foi um erro.
Tom – Um erro? – Perguntou cautelosamente.
Emily – Sim – suspirou e ligou o carro – A partir de hoje és apenas o meu cunhado, namorado da minha irmã – arrancou sem lhe dar oportunidade de falar. Tom havia ficado tocado com aquelas palavras, “Um erro “, se ela achava isso ele não iria contradizer.
Eu sei que demorei, mas como prometido está aqui.
Beijos e quero comentários fofinhas lindas
Ambos entraram em casa e nenhum continuou sem pronunciar uma única palavra. Tom sentou-se no sofá acendendo o televisor e visualizando algo que se encontrava a dar. A morena deu de ombros, disse um sumido “boa noite” e saiu da sala deixando o de tranças sozinho e entrando no quarto.
Descalçou-se e retirou o vestido, mandando para cima de uma cadeira. Foi para a casa de banho privada do seu quarto e retirou a lingerie tomando um rápido duche. Acabou e enrolou-se numa toalha, com uma outra enrolou o cabelo e saiu da casa de banho, encontrando-o virado para a janela do seu quarto, observando a cidade iluminada pela lua.
Emily – precisas de alguma coisa? – Perguntou-lhe enquanto tirava uma camisa de dormir de uma gaveta.
Tom – Hoje é lua cheia – afirmou. A morena riu-se e abanou negativamente a cabeça.
Emily – Outra vez a falar da lua? – Ele virou-se para ela e sorriu. O sorriso desvaneceu-se lentamente ao vê-la apenas enrolada numa toalha curta, por sinal, e segurando uma camisa de noite na mão enquanto a outra remexia o cabelo molhado. Ele engoliu a seco e abanou a cabeça virando-se de novo para a janela.
Tom – Veste-te – pediu – Eu não olho – a morena obedeceu e vestiu-se rapidamente.
Emily – Podes – ajeitou-se – E queres o que daqui? – Ele encarou-a novamente já vestida.
Tom – Hoje já não estavas tão fria comigo – esclareceu – Porque?
Emily – Porque não vale a pena – sentou-se na cama a escovar o longo cabelo – Não quero que a minha irmã descubra nada, visto que até o teu irmão já sabe e eu não sabia disso.
Tom – É difícil esconder algo do Bill – riu-se – Mas ainda bem que não és mais fria comigo – sentou-se á sua frente.
Emily – Pois – Pousou a escova na mesa-de-cabeceira – Mais alguma coisa?
Tom – Ahm… - coçou o couro cabeludo – Acho que não – Ela riu-se e levantou-se e fechou as persianas e cortinas.
Emily – Então senão te importares – apontou a saída – Eu quero descansar. Tive uma tarde bastante agitada – espreguiçou-se e bocejou falsamente.
Tom – Estás a mentir-me – confrontou-a rindo-se por fim.
Emily – Desculpa? – Arqueou o sobrolho e olhou-o desconfiada com a afirmação do cunhado.
Tom – Eu antes de começar com a tua irmã era um gajo, digamos, de muitas gajas – olhou-a minuciosamente – E quando passei á porta do teu quarto para ir para o meu, não te ouvi – riu-se – A ele sim, mas a ti não, logo duvido que estejas tão cansada quanto dizes.
Emily – E que sabes tu disso?
Tom – Tens memoria curta – riu-se ironicamente.
Emily – Claro – fez um estalido com a língua – Esqueci-me que tu traíste a minha irmã que por sinal é tua namorada comigo – abriu a boca em sinal de espanto irónico.
Tom – E digamos que tu comigo, gritaste – gabou-se. Ele aproximava-se perigosamente dela.
Emily – Importas-te de me parar de lembrar disso? – Pediu.
Tom – E se eu não quiser? – A distância entre eles era cada vez menos e a morena não tinha muito por onde fugir.
Emily – Passas a querer – engoliu a seco.
Tom – Sabes que eles ainda demoram – ele acaba de juntar o seu corpo ao dela.
Emily – E? – Empurrou-o – Vais sair pela aquela porta e vais tomar um banho de agua fria ou então esperas pela Jen, daqui não levas mais nada.
Tom – Como queiras – afastou-se e abriu a porta daquela divisão – Mas aquela noite não me sai da cabeça por muito que eu queira e por muito que tu peças – e saiu dali deixando a morena completamente abananada com a afirmação daquele homem.
Decidiu deitar-se. Queria deixar de sentir desejo pelo cunhado, queria á força esquecer aquela noite, queria apagar aquele homem da sua vida, mas era mais forte que ela. Por muito que quisesse, sempre que estava na sua presença lembrava-se daquilo que se havia passado naquela noite. Suspirou e voltou-se para o relógio vendo que marcava 2 da manhã. Eles ainda não tinham chegado. Levantou-se e saiu silenciosamente do quarto. Olhou tudo apagado na sala, calculou que ele já tivesse deitado e provavelmente a dormir, por isso decidiu ir até ao quarto que ele dividia com Jen, apenas ver se ele se encontrava lá.
Assim que chegou á porta do quarto, este encontrava-se entreaberta. Estava deitado, apenas de boxers, virado de costas para a porta. Ela queria ir embora, deitar-se e dormir, mas aquela figura prendia os seus pés ali, não a deixava dar um passo para trás, pelo contrário estava a obrigá-la a dar um passo em frente e entrar no quarto, dar um passo para o abismo. Deu uns passos em frente e quando deu por si estava ao pé da cama dele. Suspirou e virou-se para ir embora, mas a voz dele prendeu-a mais uma vez.
Tom – Precisas de alguma coisa? – A morena suspirou e virou-se para ele, conseguiu vê-lo apoiado pelo cotovelo e olha-la.
Emily – Sim – mordeu o lábio inferior inconscientemente.
Tom – De? – Questionou-a.
Emily – Oh good – de um movimento brusco, meteu-se em cima dele, deixando-o completamente á toa – De ti – Beijou-o finalmente. O beijo foi rapidamente correspondido pelo moreno, ele agarrou-a fortemente pela cintura e fê-la virar na cama, ficando por baixo dele. Ela parou de beijá-lo e olhou-o – Aqui não – puxou-o e foram até ao seu quarto. A morena tratou de trancar a porta e encarou-o completamente excitado e fora de si com a atitude da morena. Encostou-a á porta e fê-la rodear a sua cintura com as pernas, sendo beijada fugazmente por aquele ser – É a ultima vez, aproveita.
Tom – Claro que sim – disse ironicamente – Ultima vez – Não ligou e deitou-a na cama. Ela fez os boxers dele desliza-lhe pelas pernas e ele tratou logo de lhe tirar a camisa de dormir. Ela não tinha vestido lingerie, ele beijava-lhe o peito com carinho, assim como passava a mão pela sua perna, enquanto ela gemia o seu nome ao seu ouvido. De uma investida ele penetrou-a, ela gemeu sonoramente e deixou-se levar por ele mais uma vez. Os movimentos eram bruscos, suaves, carinhosos, ele estava no seu auge naquela noite e ela aproveitou-se disso e virou os corpos metendo-o ela por cima dele, comandando ela. Ele firmou as mãos nas ancas da morena e ajudava-a nos movimentos o que fez com que rapidamente chegassem ambos ao auge. Ela descaiu ao lado dele e levou a mão á sua face, constatando as gotas de suor na sua testa. Olhou de sorriso embutido nos lábios e não evitou sorrir também.
Emily – Foi a ultima vez Kaulitz – ele olhou-a e riu-se, levantando-se e vestindo os boxers.
Tom – Negavas-te tanto, mas no entanto foste tu que foste lá ao quarto dizer que precisavas de mim – apontou-se.
Emily – Isto é errado – sentou-se na cama e olhou-o.
Tom - Pois é – concordou – Mas eu quero mais, quero-te a ti – e saiu por fim do quarto, sem dar oportunidade a Emily de responder.
Olá minhas queridas :)
Eu peço desde já imensa desculpa por ainda não ter postado o próximo capitulo, mas comecei a trabalhar á 3 dias e acordo todos os dias ás 5 da manhã para entrar ás 6 e sair ao meio-dia, e assim que chego a casa a primeira coisa que faço é dormir e depois fico a molengar ahah.
Espero que amanhã ja consiga postar o proximo capitulo e preparem-se hmmm, vao gostar ahahah.
Beijinhos queridas @
Depois de Dylan ter saído, Emily sentia-se terrivelmente cansada e aquela noite seria passada em casa ou a ver televisão ou a dormir. Sentiu um bater na porta do quarto e viu a sua irmã a espreitar pela brecha na porta e fez noção que entrasse.
Jen – Então – sentou-se na cama da irmã – Que me dizes de jantarmos fora hoje? – Emily olhou a irmã e acenou negativamente – Oh vá lá, desde que vieste ainda não tivemos a oportunidade de jantarmos os 4 juntos.
Emily – Tem mesmo de ser? – Suspirou.
Jen – Eu gostava que fizesses isso por mim – Jen olhou a irmã pedinchando com os olhos.
Emily – Pronto está bem – sorriu – E vamos jantar onde? – Levantou-se e abriu o armário procurando algo para vestir.
Jen – Não sei, o Tom ficou de ver isso – sorriu – Leva aquele – apontou um vestido cor-de-rosa, curto á frente e um pouco mais comprido atrás.
Emily – Mas é só mesmo jantar – retirou o vestido e colocou-o em cima da cama – Hoje não tenho disposição para sair, vou jantar porque pronto – olhou os sapatos e tirou uns saltos altos pretos.
Jen – Óptimo – levantou-se – Vais arrasar com essa roupa – piscou-lhe o olho e saiu do quarto da irmã.
Emily tomou um logo banho e vestiu-se de seguida. Esticou o cabelo, colocou uma maquilhagem leve e saiu do quarto, onde já os 3 a esperavam.
Emily – Vamos? – Olhou-os a levantarem-se e saiu do apartamento indo direitinha ao elevador, onde rapidamente viu Tom a entrar, Bill e Jen – Importam-se que leve o meu carro? – Eles olharam-na e assentiram que não se importavam. Saíram do elevador directo para a garagem e logo as luzes de uma carrinha Range Rover branca acenderam.
Bill – Woow – os olhos dele brilharam – Que carro – sentou-se rapidamente á frente – Amei – sorriu á morena que entrava agora no carro ligando-o e seguida.
Jen – De onde saiu o dinheiro para comprares esta bomba mana? – Emily olhou a irmã pelo espelho retrovisor e viu-a a entrar mais o cunhado na parte de trás.
Emily – Do mesmo sitio de onde saiu para comprares o teu – sorriu e arrancou com o carro.
Jen – O pai anda muito mãos largas – gargalhou.
Tom – Nunca me chegaste a dizer o que o teu pai faz amor – Tom beijou prontamente a namorada. Bill olhou de soslaio para Emily e viu que esta se sentiu incomodada com aquilo.
Jen – Tem uma empresa de construção civil amor – esclareceu.
Emily – Chegámos – rapidamente chegaram ao restaurante, a morena estacionou e saiu atrás dos restantes. Sentaram-se na esplanada, a noite estava agradável portanto estava-se bem com a aragem nocturna. Emily estava em frente a Tom, Jen ao lado do namorado e Bill ao lado de Emily. O empregado apareceu, entregando-lhes a ementa – eu quero um bacalhau com natas.
Bill – Para mim é uma lasanha – olhava a ementa.
Jen – Para mim é o mesmo – olhou Tom – E para ti?
Tom – Bacalhau com natas – olhou Emily. O empregado apontou os pedidos e afastou-se da mesa dos 4 jovens.
Jen – E já estas á procura de emprego? – questionou a irmã enquanto bebericava o vinho posto pelo empregado anteriormente.
Emily – O Tom falou-me de um amigo dele que tem um ginásio – olhou o namorado da irmã – Se ele não se importar de falar com ele.
Jen – Claro que não se importa – beijou o namorado, Emily por sua vez olhou o horizonte.
Tom – Eu amanhã falo com ele, aliás… - olhou a morena – Eu amanhã vou treinar de manhã, vens comigo e falas logo com ele.
Emily – Pode ser – sorriu ao de cabelo preto.
Bill – Então e fazes o quê? – Perguntou curioso com um sorriso maravilhoso nos lábios.
Emily – Sou professora de Muaythay – sorriu – Formei-me há 2 anos.
Jen – Ela é a melhor – gargalhou – Consegue ter mais força que vocês os dois – apontou o namorado e o cunhado.
Tom – Asério? – Perguntou curioso.
Jen – Oh sim – riu-se – Houve uma vez que fomos sair as duas, e houveram umas raparigas que se meteram comigo por causa de um rapaz, claro que eu também não sou de me ficar, a Emily apercebeu-se que uma delas ia bater-me, fez um golpe qualquer, que a rapariga ficou no chão a contorcer-se de dores e a outra que vinha defender a amiga, também apanhou – gargalhou – Foi lindo a sério, eu não conseguia.
Bill – Woow – esbugalhou os olhos – Deves ter imensa força – olhou-a.
Emily – A questão não está na força, mas sim na técnica – esclareceu.
Tom – E que técnica – murmurou, mas foi o suficiente para a morena ouvir e lhe bater com o pé por baixo da mesa, ele riu-se e logo começou a brincar com o piercing.
Assim que os pratos foram postos á frente de cada um, começaram a comer e a conversar sobre coisas banais e, estranhamente, Emily não se tinha dirigido a Tom com aquele Tom de desprezo, estava simplesmente a tentar ser simpática, pois não queria que a irmã suspeitasse de algo entre os dois. Emily sentia-se imensamente cansada, algo que Jen reparou.
Jen – Queres ir andando para casa? – Questionou a irmã mais velha
Emily – Se não se importarem – suspirou – Posso vos deixar em algum sítio se quiserem sair, mas eu só quero é a minha cama – bufou.
Jen – Eu por acaso gostava de ir sair – sorriu – Queres ir Tom? – olhou o namorado, completamente abstraído da conversa.
Tom – O quê? – Olhou a namorada
Bill – Se queres ir sair – esclareceu.
Tom – Aí não me apetece muito – olhou a namorada a fazer cara de desagrado – Mas vai tu – ajeitou-se na cadeira – O Bill também deve querer ir – olhou o irmão.
Bill – Por acaso – riu-se – Depois voltamos de táxi – olhou a cunhada.
Jen – E não te importas amor?
Tom – Não – sorriu – Diverte-te – beijou a namorada e saiu da mesa indo pagar a conta.
Emily começou a dar conta que iria ficar sozinha com aquele homem na mesma casa, enquanto a sua irmã e Bill iriam sair. Revirou os olhos e começou a pensar senão teria feito de propósito, mas também da maneira que estava cansada, nem pensou mais nisso e levantou-se dirigindo-se para o carro entrando e ligando de seguida, enquanto esperava que os outros chegassem.
Assim que chegaram, a morena arrancou com o carro em direcção a casa e parou em frente á grande cobertura.
Bill – Então e nós? – Apoiou-se no banco da frente visto que tinha ido atrás mais o irmão.
Emily – Levem o meu carro – tirou o cinto – escusam de ir tirar da garagem, só têm de mo trazer amanhã intacto – riu-se e saiu do carro seguida por Tom. Bill apressou-se a sentar no lugar de condutor e meter logo o cinto – Até amanha. Divirtam-se – viu o carro a arrancar e virou-se para a porta, embatendo em Tom – Desculpa – o moreno afastou-se e Emily entrou no prédio sempre seguida por ele, entrando depois no elevador, que naquele momento parecia lento demais e pequeno demais para os dois. O silêncio reinava ali e nenhum dos dois iria quebrá-lo.
quero comentários meus amores.
Ate amanhã @
Olá minhas queridas. Pois é, eu posto os capitulos mas não estou a ver comentários NENHUNS á fic, se não tiverem a gostar digam-me :x
Eu sei a fic agora está um bocado secante, mas a história vai desenrolar mais para o 6º ou 7º capitulo, a historia vai aquecer e depois claro a Jen vai descobrir tudo porque á um mal entendido entre os 4, mas depois irão perceber.
Agora fica aqui o 4º capitulo e quem lê por favor que comente e diga se está a gostar ou não ok? :D
Beijinhos coisas lindas @
Depois da irmã ter saído, Emily decidiu ir correr para espairecer e exercitar um pouco. Deu umas voltas pelos quarteirões e parou num jardim onde podia observar vários pais a brincar com os seus filhos e vários casais a meter o namoro em dia. Suspirou pesadamente e assim que se virou para continuar embateu contra um rapaz.
Emily – Ai desculpa – olhou bem o rapaz. Tinha uns olhos verdes encantadores, estatura alta e musculado e estava com roupa de treino, certamente também deveria estar a fazer exercício. Emily apercebeu-se que era o rapaz da noite anterior, aquele com tinha dançado.
- Tu és a rapariga de ontem – sorriu-lhe. Oh sim como aquele sorriso lhe era encantador.
Emily – Sim – riu-se – Sou a Emily – apresentou-se.
- Eu sou o Dylan – apresentou-se também.
Emily – Desculpa ontem ter ido embora – desculpou-se – Estava mesmo cansada – corou.
Dylan – Não há problema – tranquilizou-a – Eu também acabei por ir logo embora – coçou a cabeça.
Emily – Estavas a correr? – Olhou a roupa de treino dele.
Dylan – Sim - olhou-a também – E calculo que tu também?
Emily – Sim – sorriu ao jovem – E que tal se continuássemos a corrida juntos e depois íamos até minha casa beber qualquer coisa?
Dylan – Por mim – deu de ombros e sorriu á rapariga.
Ambos retomaram a corrida. Pelo caminho faziam algumas brincadeiras, viam quem tinha mais resistência e velocidade. Assim que chegaram ao quarteirão da rapariga abrandaram o passo e faziam á porta do prédio da morena exercícios de alongamento.
Dylan – Fazes desporto ou assim?
Emily – sim – parou o exercício e sentou-se a porta do prédio – Sou professora de Muaythay – sorriu ao jovem.
Dylan – Asério? – Olhou-a incrédulo – Será melhor ter cuidado contigo? – olhou-a inocentemente.
Emily – Hmm – levantou-se e juntou-se ao moreno – Se me magoares é melhor nem saíres de casa – ela olhava-o devagar á medida que se iam aproximando.
Dylan – Ai sim? – Ele decidiu alinhar na sedução da morena.
Emily – Claro – os corpos já não tinham nenhum espaço que os separasse. A mão de Dylan já pousava na cintura da morena e as mãos dela tratavam de rodear o pescoço dele.
Dylan – Quero ver isso – puxou-a para ele e acabaram por se beijar. Ela queria. O beijo intensificava-se e a morena cada vez sentia mais desejo.
A algum custo abriu a porta do prédio e ambos se enfiaram no elevador, chegando rapidamente ao andar pretendido. A morena abriu a porta do apartamento e entrou aos trambolhões com o rapaz, no meio de beijos e carícias. Tropeçaram várias vezes. Tom saia agora do escritório com alguns papeis na mãos.
Tom – Boa… - deixou a frase a meio e esbugalhou muito os olhos ao ver aquela cena. Emily estava praticamente a ficar sem roupa e o rapaz que a acompanhava estava a ir pelo mesmo caminho. Emily abriu discretamente e observou Tom a olhar com cara de parvo para eles e empurrou brutamente Dylan para o quarto fechando a porta de seguida com brusquidão.
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Depois da manha e parte da tarde com o jovem, Emily saia agora do quarto para comer qualquer coisa. Jen já estava de volta e Bill assistia TV juntamente com o gémeo.
Emily – Boa tarde – Jen já sabia do sucedido e puxou rapidamente a irmã para se sentar ao pé dela, fazendo a morena desequilibrar-se e sentar-se desajeitadamente no sofá – É preciso isso Jennifer?
Jen – Quero saber tudo tudo – sorria feita tonta, ao qual Emily revirou os olhos.
Emily – Mas já não se pode ter privacidade nesta casa? – Olhou Tom e este por sua vez riu-se e encolheu os ombros.
Jen – Oh ele não fez por mal – apontou o namorado.
Emily – Sim claro – disse arrogantemente – Vou comer alguma coisa – levantou-se e foi para a cozinha.
Jen – Ficaste chateada por ele ter-me dito que trouxeste um rapaz cá para casa? – Seguiu a irmã para a cozinha.
Emily – Não – encarou a irmã – Apenas não gosto que comentem a minha vida – Suspirou e ligou o pequeno forno colocando lá dentro uma lasanha.
Jen – Oh – encolheu os ombros – Mas conta-me – Emily riu-se e olhou a irmã – Quem é ele?
Emily – Foi um rapaz com quem dancei ontem á noite quando fui sair. Hoje fui correr e acabei por esbarrar com ele, depois olha – riu-se – aconteceu.
Jen – Tu e esse teu poder de sedução – riu-se com a irmã.
Emily – Sabes como eu sou Jen – gabou-se – Bem eu vou ver se o Dylan precisa de alguma coisa – saiu da cozinha e passou pela sala, vendo os gémeos entretidos a ver um filme qualquer. Entrou no quarto e viu o moreno a ver um filme qualquer também – Então – sentou-se ao lado dele na cama – Tens fome?
Dylan – Sim – beijou a morena – Tu esgotaste-me – riu-se o que fez a morena corar todinha.
Emily – Eu estou a fazer lasanha, veste-te e depois vem ter comigo á cozinha está bem? – ele assentiu afirmativamente e beijou-a.
A morena saiu do quarto e dirigiu-se de novo para a cozinha. Desta vez só se encontrava Bill na sala. Suspirou aliviada, mas ao mesmo tempo questionou-se onde estaria Jen e Tom.
Bill – Precisas de alguma coisa? – Olhou a jovem a chegar á sala.
Emily – Não – sorriu-lhe – o teu irmão e a minha irmã? – Bill apontou para o corredor que dava para os quartos esclarecendo a dúvida de Emily – Ah entendi – sorriu.
Bill – Estás a sentir-te bem cá em casa? – Olhou a jovem.
Emily – Sim – respondeu prontamente.
Bill – pensei que o Tom te incomodasse – riu-se e abanou negativamente a cabeça.
Emily – Porque haveria de o fazer? – deu de ombros, realmente ela não tinha percebido a indirecta de Bill.
Bill – Não sei se sabes mas eu vou-te esclarecer – virou-se para a morena e esboçou-lhe um sorriso adorável – Eu e o Tom somos irmãos – riu-se – gémeos – esclareceu – e eu sei tudo o que o meu irmão pensa, diz e faz – colocou ênfase na última palavra.
Emily – Como assim? – Olhou-o assustada. Ela sabia perfeitamente ao que ele se estava a referir.
Bill – Há duas noite atrás – recordou – Quando eu e vi pela primeira vez – recordou outra vez – No club onde eu e o Tom estávamos, e quando vocês desapareceram durante 1hora.
Emily – Bill por favor – implorou – Não contes nada a Jen, eu não sabia – Bill notou na expressão de pânico que a cunhada do seu irmão havia feito.
Bill – Descansa – confortou-a – Eu não tenho nada a ver com isso, mas sabes que se eu reparei – apontou-se – A tua irmã também poderá reparar que não te dás bem com o Tom – explicou.
Emily – Será que é assim tão notável o meu incomodo perante o teu irmão? – Assustou-se.
Bill – Um pouco – explicou – O Tom até já comentou que não deverias gostar muito dele.
Emily – Não é não gostar – recompôs-se no sofá – Simplesmente é o incomodo que sinto sabendo aquilo que tive com ele e sabendo que ele é namorado da minha irmã – sussurrou – Se ele fosse solteiro e não namorado da minha irmã era outra coisa – Olhou o corredor e viu Dylan a aparecer todo sorridente na sala.
O ambiente naquele espaço estava a óptimo. A morena divertia-se sem pudor mais o seu companheiro, mas sentia-se observada. Ele desde que havia chegado, não se tinha levantado, não tinha parado de beber e não parava de olhar para a jovem.
- Está tudo bem? – Perguntou o rapaz ao ver a morena incomodada.
Emily – Sim está tudo bem – sorriu-lhe – Eu vou sentar-me um bocado, já me doem um bocadinho os pés – afastou-se lentamente do rapaz e sentou-se na mesa onde estava Tom – O que é que tu queres?
Tom – Nada – riu-se e olhou a pista.
Emily – Claro, por isso é que não paraste de olhar desde que aqui chegaste – bufou e encostou-se ao sofá.
Tom – Tu é que te sentiste incomodada, até te vieste embora – gozou e bebericou a bebida – Que eu saiba ainda não se paga imposto por olhar.
Emily – Claro – disse entre dentes – O Bill?
Tom – Foi embora com a rapariga – pouso o copo e olhou-a minuciosamente.
Emily – Eu vou embora – levantou-se – Ficas?
Ele acenou negativamente e levantou-se seguindo a morena para fora do club. Ela sentia-se exausta e esperava encontrar um táxi rapidamente para poder descalçar-se um pouco. Todos que passavam estavam ocupados e a morena já bufava.
Tom – O que estás a fazer? – Chegou perto da morena.
Emily – Tentar apanhar um táxi – explicou ao rapaz.
Tom – Estás a gozar certo? Anda embora – puxou-a pelo braço ao qual ela saltou-se logo.
Emily – Não vou a pé com estes saltos – apontou os pés.
Tom – Achas que eu vim para aqui a pé? – Revirou os olhos – Tenho ali o carro – apontou mais para a frente.
Emily – Ok – começou a andar e rapidamente chegaram ao carro. Assim que entraram a morena sentiu-se um alívio imenso ao sentar-se. Ele ligou o carro e olhou-a – Importaste-te que me descalce um pouco?
Tom – Estás a vontade – observou-a a descalçar-se e arrancou com o carro – Onde estiveste antes de voltares?
Emily – Vivia em Milão – olhou o ambiente pela janela do carro – Depois a Jen pediu-me quase de joelhos para voltar porque tinha saudades minhas e eu decidi voltar.
Tom – E o que fazias em Itália? – Virou numa rua.
Emily – Era professora de Muaythay – sorriu. Ele sabia perfeitamente a vida dela, apenas queria quebrar o gelo.
Tom – Eu tenho um amigo meu que tem um ginásio, posso falar com ele se quiseres – ela olhou-o desconfiada, mas não deixava de ser uma oportunidade.
Emily – Não é preciso deixa – finalmente chegaram a casa. O moreno estacionou o carro e deixou-se ficar sentado com a morena ao lado – Vais ficar ai? – Olhou-o desconfiada.
Tom – Não – sorriu e saiu do carro. Emily imitou o gesto e saiu descalça atrás do rapaz. Assim que entraram em casa, ele atirou-se para o sofá relaxando os músculos.
Emily – Bem… - suspirou – Eu vou-me deitar, obrigado pela boleia – ele olhou-a – Até amanhã – e saiu daquela divisão sem ouvir nada a ser pronunciado por aquele ser.
Despiu-se e decidiu tomar um banho para relaxar. Assim que saiu da banheira quase que patinou e caia de cu, mas foi mais rápida e conseguiu equilibrar-se. Riu-se sozinha e saiu para o quarto, vestindo a camisa de dormir e deitando-se por fim na cama e fechando os olhos por momentos até sentir alguém bater na porta. Apoiou os cotovelos na cama, franziu o sobrolho e pronunciou um “Entre”.
Emily – Asério? – Deitou-se ao ver quem era – Queres alguma coisa? – Continuava de olhos fechados.
Tom – sim – entrou no quarto – Falar contigo – ela abriu um olho e olhou-o.
Emily – Rápido que eu quero dormir.
Tom – Não sei se sou só eu – sentou-se na ponta da cama virado para a varanda e olhando a lua – A lua hoje está bonita – a morena ergue-se e olhou-o com cara de “Asério que veio aqui dizer-me que a lua estava bonita?”
Emily – Vieste aqui falar-me da lua?
Tom – Não – olhou-a – Eu não esqueço o que aconteceu na outra noite – ela olhou-o minuciosamente.
Emily – Tom, mas tens de esquecer – sentou-se á chinês – és namorado da minha irmã por amor de Deus – esfregou as mãos pela face.
Tom – E tu já esqueces-te? – Olhou-a de repente. Os olhares estavam presos um no outro. Ela podia negar, mas ele era demasiado atraente, mexia com qualquer rapariga, aliás mexeu com ela na noite em que se envolveram.
Emily – Sim – mentiu. Ela não tirava aquela noite da cabeça, nem conseguia fazê-lo por muito que quisesse.
Tom – Tudo bem – levantou-se da cama e saiu do quarto sem pronunciar nem mais uma sílaba. Ela olhou a porta a ser fechada e deitou-se ainda a pensar no que ele havia dito.
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Já estava a tomar o pequeno-almoço quando viu a irmã a entrar na cozinha.
Emily – bom dia – recebeu um beijo da irmã e viu-a a verter leite para uma caneca.
Jen – Como correu a noite ontem mana? – Sentou-se na cadeira e bebericou o leite.
Emily – Correu bem – sentou-se perto da irmã – O Tom foi lá ter e acabei por vir com ele para casa.
Jen – Eu sei – riu-se – Ele acaba sempre por sair quando o irmão sai.
Emily – E tu não te importas que ele vá? – Olhou-a com atenção.
Jen – Claro que não – sorriu – Ele ama-me seria incapaz de me trair – Emily mandou um sorriso amarelo á irmã. Ela estava completamente a leste daquilo que era o seu namorado, ele traiu-a sim, com a irmã da namorada – Bem – os seus pensamentos foram interrompidos – Eu tenho de ir trabalhar – deu um beijo rápido á irmã e saiu de casa.
Depois de duas horas de sono, a morena despertou lentamente. Levantou-se lentamente, verificando os óculos no chão, o que lhe deu a certeza que não teria sonhado que o rapaz da noite anterior era seu cunhado. Esfregou a cara e abanou negativamente a cabeça, levantando-se e saindo do quarto de seguida. Ele já teria ido embora, calculou Emily, mas assim que chegou á sala viu-o sentado no sofá a ver um filme. Suspirou pesadamente e sonoramente, despertando o moreno da atenção que depositava no filme e olhando-a por cima do ombro.
Emily – Ainda aqui está? – Atirou. Ele riu-se e acenou negativamente a cabeça – Qual é a graça afinal?
Tom – Onde andaste este tempo Emily? – Olhou de frente para a rapariga.
Emily – Deves ter muito a ver com isso – riu-se ironicamente.
Tom – Não deve ter sido no planeta Terra só pode – gargalhou o que enfureceu mais a morena.
Emily – Se soubesse nem tinha vindo – saiu para a cozinha, mas ele seguiu-a – Agora persegues-me? – Retirou uma embalagem de lasanha do frigorífico.
Tom – Eu vivo aqui – a morena olhou-o surpresa – Eu, a tua irmã e o meu irmão – levou o dedo indicador aos lábios fazendo ar pensativo – e agora tu – apontou-a.
Emily – Estás a gozar certo? – Olhou-o esperançosa que ele estivesse apenas a curtir com a cara dela, mas depressa viu que ele falava a verdade – Oh meu deus, porque raio fui eu voltar? – Abriu a embalagem e colocou-a dentro do pequeno forno.
Tom – isso não sei – suspirou.
Emily – Era uma pergunta retórica – revirou os olhos e bebeu um pouco de água.
Tom – Não adianta sermos assim um com o outro – olhou-a – Aliás se continuarmos assim um com o outro eles vão acabar por suspeitar de alguma coisa.
Emily – Quantas vezes já o fizeste? – Virou-lhe as costas para não ter de encarar aquele homem atraente á sua frente.
Tom – Desculpa? – fez um ar de desentendido – Estás a referir-te ao que?
Emily – Quantas vezes já traíste a Jen? – Ele esbugalhou os olhos e surpreendeu-se com a pergunta da “cunhada”.
Tom – Nunca – riu-se – Ontem foi a primeira vez – Emily riu-se ironicamente e revirou os olhos mostrando aquele ser que não tinha acreditado – Estou a falar a verdade. Ontem foi a única vez que traí a tua irmã.
Emily – E logo com a tua cunhada não é? – Retirou a embalagem do forno e colocou o conteúdo num prato.
Tom – Eu não sabia que eras tu – sentou-se de frente para ela.
Emily – Se soubesses não o terias feito?
Tom – Não mudava nada do que se passou ontem á noite – Ela parou abruptamente de comer e olhou-o possessa – Que foi?
Emily – é preciso descaramento – revirou os olhos e continuou a comer
Tom – Fui sincero. Agora se me dás licença – levantou-se arrumando a cadeira. A morena seguiu com o olhar – vou continuar a ver o filme.
Emily estava chocada. Ele afirmou-lhe que mesmo que soubesse quem ela era de verdade teria feito a mesma o que se passou na noite anterior. A morena perdeu completamente o apetite e saiu da cozinha depois de arrumar tudo, passando por ele e entrando no quarto, batendo com a porta, fazendo aquele homem que a atraia dar um salto do sofá e rir-se.
Decidiu que naquela noite não iria ficar por casa. Pegou numas calças de ganga escura muito justas, um top com as costas descobertas, uns saltos altos e vestiu-se. Esticou o longo cabelo, despenteou-o dando-lhe um ar rebelde, maquiou-se levemente, pegou na mala e saiu do quarto.
Ele ouviu o ressoar de saltos altos na casa e olhou para trás de si, vendo a morena a surgir na sala. Engoliu a seco ao vê-la naqueles trajes. As formas definidas da morena, o salto alto que lhe dava um toque sensual, as costas torneadas descobertas, o cabelo com um ar rebelde, ela estava deveras sensual e ele não conseguia desgrudar o olhar por muito que quisesse. Ela reparou e revirou os olhos.
Emily – Vê lá se não te caiem os olhos – vestiu o casaco de ganga clarinho e ajeitou o cabelo.
Tom – Desculpa – virou-se e voltou a concentrar-se na televisão. A porta daquele apartamento foi aberta, surgindo uma Jennifer e um Bill com ar de quem tinha ido á guerra – Que caras – Jen apressou-se a chegar ao pé do namorado e depositar-lhe um demorado beijo nos lábios ao qual ele correspondeu prontamente.
Bill – Tivemos imenso trabalho – até Bill olhava Emily. O gémeo mais novo estava a babar-se literalmente para a morena.
Jennifer – Vais sair mana? – Questionou a mais velha á morena que acabava de se retocar no grande espelho no hall de entrada.
Emily – Sim – olhou-a sorrindo-lhe – Queres vir?
Jennifer – Eu ia, mas estou que nem posso – suspirou e deitou-se no sofá – Mas vai e diverte-te – sorriu a morena.
Bill – Mas queres companhia? – Emily olhou-o rapidamente e porque não?
Emily – Se me quiseres acompanhar, seria um prazer – Tom olhou o seu gémeo e de seguida a cunhada.
Bill – então dá-me uns minutos só para trocar de roupa – Bill saiu da sala, deixando-os.
Jennifer – Então e tu Tom? Não vais com o teu irmão? Sabes que não me importo – o de cabelo comprido olhou Emily minuciosamente.
Tom – Talvez vá mais tarde – Emily revirou os olhos e sentou-se num cadeirão.
Jennifer – eu vou deitar-me estou muito cansada – levantou-se dando um beijo no namorado e outro na testa da irmã – Boa noite – e saiu para o quarto que dividia com aquele homem.
Tom – Talvez passe lá mais tarde – olhou-a a escrever no telemóvel.
Emily – Não me interessa – levantou-se vendo Bill a surgir no corredor.
Bill – Vamos? – Tom olhou o irmão e de seguida aquele mulher sensual á sua frente. Ele tinha de admitir que ela conseguia jorrar mais sensualidade que a própria irmã.
Emily – Vamos sim – levantou-se ajeitando-se e saindo com o gémeo mais novo.
Assim que chegaram á discoteca, Bill apressou-se a achar uma mesa e sentar-se mais a morena. A pista estava cheia, a ambiente estava óptimo e a morena procurava com o olhar uma cara conhecida.
Bill – Acho que vou ao bar buscar qualquer coisa – levantou-se – Queres algo?
Emily – O mesmo que tu – Sorriu-lhe e viu-o a afastar-se entre as pessoas.
Logo depois surgiu um rapaz á sua frente convidando-a para dançar. Ela aceitou prontamente e foi com ele para a pista de dança. A música exigia movimentos sensuais e ela não se acanhava. Bill surgiu perto dela, entregando-lhe a bebida e afastando-se com uma rapariga. Ela sorriu e percebeu que ele já teria companhia para aquela noite.
Depois de quase uma hora a dançar e a beber com aquele rapaz, olhou a mesa e viu Bill com a sua companhia e Tom. Ela revirou os olhos e juntou-se mais ao seu companheiro. Olhou de soslaio para Tom e viu-o a olhá-la de sorriso embutido nos lábios e a bebericar uma bebida espiritual.
Olá minhas queridas.
Bem, eu comecei a escrever uma fic, surgiu-me esta ideia e decidi escreve-la numa fic dos nossos meninos. Gostava de opiniões e comentários queridas. A fic ainda não tem nome, pois ainda não esta terminada, mas espero que daqui a uns dias já tenha um nome.
Espero que gostem e quero as vossas opiniões. Se puderem divulgar eu agradecia imenso. Se precisarem que divulgue algo é so pedirem e deixarem em comentário aquilo que gostavam que divulgasse.
Beijinhos meus doces @
Capitulo 1
A noite já ia longa. As bebidas chegavam á mesa, eram digeridas como água e as duas amigas já viam tudo turvo. A mais velha olhou para a mesa do outro lado da discoteca e observou dois rapazes, um deles observava-a já a algum tempo e abanava o piercing em sinal de interesse. A morena riu-se e levantou-se, fazendo sinal á sua amiga que já viria e assim que se virou para alcançar o rapaz já ele ia na sua direcção pronto a meter-se com a jovem. Ela sorriu e assim que o alcançou, os movimentos sensuais da dança possuía ambos os corpos. Ele percorria o corpo da jovem com as mãos tendo-a sempre bem junto ao seu corpo, já ela deixava-se deliciar por aquele toque que a estava a fazer delirar.
Assim que entraram no W.C. os beijos eram fugazes, capazes de fazer cortar a respiração. Entraram num pequeno cúbico, daquele W.C, o rapaz fechou a porta atrás de si, encostando a rapariga á mesma e percorrendo o seu pescoço com beijos molhados e sensuais. A morena já tratava de desapertar as calças XXL do rapaz, ele de subir o seu vestido. Olharam-se nos olhos, sorriram um ao outro e ela sentiu-o a entrar em si. Os movimentos eram lentos, rápidos, ela estava a sentir prazer como nunca tinha sentido, mesmo sendo apenas naquele cúbico de discoteca. Assim que atingiram o auge, ambos se deixaram escorregar pela porta, e vendo gotas de suor percorrer as suas testas. Ele sorriu-lhe, depositou-lhe um beijo molhado, fazendo-lhe uma carícia no rosto, apertando as calças de seguida.
- Tom – sorriu á jovem e saiu do cúbico.
-Emily – esta saiu também, ajeitando-se á frente do grande espelho á sua frente e saindo segundos depois dele.
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Sentiu umas vozes no andar de baixo. Abriu os olhos, olhou o despertador e constatou que já passava das três da tarde. Esfregou o rosto com as mãos e olhou o teto sorrindo de seguida, ao lembrar-se da noite anterior. Ela tinha ficado a pensar no rapaz e no que se havia passado naquele pequeno cúbico. Levantou-se a algum custo e dirigiu-se á casa de banho privada, relaxando num longo banho.
Saiu, enrolando uma toalha ao seu corpo e passando o cabelo numa outra. Vestiu a lingerie, uns calções verdes e um top branco rendado. Penteou o longo cabelo cor de avelã e saiu do quarto dirigindo-se para a sala onde encontrou um rapaz a esfolhear a revista. Franziu o sobrolho e olhou á sua volta procurando a sua irmã. Passou a mão pelo cabelo e fez um som com a garganta para despertar a atenção do rapaz. Assim que ele a ouviu virou-se subitamente e sorriu-lhe.
- Deves ser a irmã da Jennifer, certo? – A morena entreolhou-se e acenou que sim com a cabeça – Eu sou o Bill – levantou-se e colocou-se á frente da morena.
Emily – Hmm – olhou-o de alto a baixo – Sim sou a Emily – sorriu-lhe também – A minha irmã?
Bill – Está na cozinha com o meu irmão – a morena fez um expressão engraçada o que o levou a soltar uma pequena gargalhada – O namorado dela sabes – explicou.
Emily – ah sim – sorriu – Eu só cheguei ontem e fui sair logo, nem deu tempo para meter a conversa em dia com ela.
Bill – Vamos até lá? – A morena acenou afirmativamente com a cabeça e dirigiram-se á cozinha. A irmã mais velha de Emily estava deliciada aos beijos com o namorado. Emily revirou os olhos e abriu o frigorífico, procurando algo para beber – Parem lá com os amasses.
Emily sorriu e pegou num jarro de sumo e virou-se para a irmã e para o suposto namorado. Assim que viu quem ele era, deixou o jarro escorregar automaticamente pelas mãos, partindo-se em cacos no chão. Jennifer encolheu-se e olhou a irmã assustada. Emily estava com uma expressão de pânico e surpresa ao mesmo tempo. Todos a olhavam incluindo ele que estava em pânico, mas puro pânico ao ver a rapariga com quem tinha estado na noite passada.
Como podia? Ela tinha ido para o cúbico, de um W.C de uma discoteca, e tinha se envolvido com o namorado da irmã, o seu cunhado.
Jennifer – Emily? – Passava a mão em frente ao rosto da morena – Estás bem?
Emily – Han? – Despertava aos poucos do transe, olhando de seguida o chão cheio de sumo e cacos de vidro – ah desculpa.
Bill – Estás bem? – Olhava a rapariga – Estás pálida – Emily olhou-o e sorriu-lhe.
Emily – Estou sim – acenou a cabeça negativamente, tirando aquele ser do seu pensamento.
Jennifer – Mana, este é o meu namorado – olhou o rapaz – o Tom – este sorriu-lhe e deu-lhe dois beijos aos quais ela nem correspondeu.
Emily – Prazer – respondeu secamente – Jen será que podes limpar isto por mim? Tenho uns trabalhos para acabar – apontou para a porta.
Jennifer – Claro – sorriu á irmã – Mas estás mesmo bem?
Emily – Sim – e saiu daquela divisão deixando aqueles 3 á deriva.
Tom – Penso que ela não gostou muito de mim – deixou escapar, fazendo a namorada olha-lo.
Jennifer – Claro que gostou – sorriu-lhe e depositou-lhe um beijo nos lábios.
Como podia? Ele tinha-se feito a ela, ela a ele acabaram os dois no W.C de uma discoteca e bastou acordar e ver que tinha feito a maior borrada da sua vida. Estava as voltas no quarto, tentava achar uma solução para aquilo tudo e achou melhor esquecer aquele assunto e deixou morrer ali o que se tinha passado. Atou o cabelo num rabo-de-cavalo e começou a fazer uns trabalhos da faculdade. Passada uma hora, bateram-lhe na porta do quarto, ao que ela respondeu um quase silencioso sim.
Tom – Posso? – Olhou aterrorizada para a porta e deixou os óculos que estava na cabeça cair no chão.
Emily – A Jen?
Tom – Saiu com o Bill para ir trabalhar – entrou completamente no quarto fechando a porta atrás de si.
Emily – Não disse que podias entrar – falou friamente voltando a focar-se no portátil á sua frente.
Tom – Desculpa – disse quase silenciosamente – Eu vinha para pedir desculpa… - a jovem riu-se ironicamente.
Emily – Desculpa porque? – Revirou os olhos – Por teres ido para a cama com a irmã da tua namorada?
Tom – Pois – corou – Eu não sabia quem tu eras.
Emily – Sim – virou-se para ela – Esse assunto morreu. Tu não falas disso a ninguém e eu também não. Para a Jen namorar contigo é porque gosta mesmo de ti e a última coisa que quero é magoar a minha irmã, por isso já esqueci – sorriu-lhe e levantou-se apanhando uma garrafa de água e bebendo-a de seguida.
Tom – Obrigada – sorriu também.
Emily – Agora se fizeres o favor – apontou a porta atrás ao do moreno e fez noção que ele saísse.
Tom – Ahm… - coçou a cabeça – Pois eu vou para a sala, se precisares de algo… - ela nem o deixou a acabar.
Emily – De ti? – Ele acenou afirmativamente – Quero distância. Agora sai se fazes favor – ele obedeceu e saiu do quarto de seguida. A morena atirou-se á cama e não evitou que finas gotículas salgadas lhe caíssem pelo rosto. Sentia-se imunda pelo que tinha feito á sua irmã