O ambiente naquele espaço estava a óptimo. A morena divertia-se sem pudor mais o seu companheiro, mas sentia-se observada. Ele desde que havia chegado, não se tinha levantado, não tinha parado de beber e não parava de olhar para a jovem.
- Está tudo bem? – Perguntou o rapaz ao ver a morena incomodada.
Emily – Sim está tudo bem – sorriu-lhe – Eu vou sentar-me um bocado, já me doem um bocadinho os pés – afastou-se lentamente do rapaz e sentou-se na mesa onde estava Tom – O que é que tu queres?
Tom – Nada – riu-se e olhou a pista.
Emily – Claro, por isso é que não paraste de olhar desde que aqui chegaste – bufou e encostou-se ao sofá.
Tom – Tu é que te sentiste incomodada, até te vieste embora – gozou e bebericou a bebida – Que eu saiba ainda não se paga imposto por olhar.
Emily – Claro – disse entre dentes – O Bill?
Tom – Foi embora com a rapariga – pouso o copo e olhou-a minuciosamente.
Emily – Eu vou embora – levantou-se – Ficas?
Ele acenou negativamente e levantou-se seguindo a morena para fora do club. Ela sentia-se exausta e esperava encontrar um táxi rapidamente para poder descalçar-se um pouco. Todos que passavam estavam ocupados e a morena já bufava.
Tom – O que estás a fazer? – Chegou perto da morena.
Emily – Tentar apanhar um táxi – explicou ao rapaz.
Tom – Estás a gozar certo? Anda embora – puxou-a pelo braço ao qual ela saltou-se logo.
Emily – Não vou a pé com estes saltos – apontou os pés.
Tom – Achas que eu vim para aqui a pé? – Revirou os olhos – Tenho ali o carro – apontou mais para a frente.
Emily – Ok – começou a andar e rapidamente chegaram ao carro. Assim que entraram a morena sentiu-se um alívio imenso ao sentar-se. Ele ligou o carro e olhou-a – Importaste-te que me descalce um pouco?
Tom – Estás a vontade – observou-a a descalçar-se e arrancou com o carro – Onde estiveste antes de voltares?
Emily – Vivia em Milão – olhou o ambiente pela janela do carro – Depois a Jen pediu-me quase de joelhos para voltar porque tinha saudades minhas e eu decidi voltar.
Tom – E o que fazias em Itália? – Virou numa rua.
Emily – Era professora de Muaythay – sorriu. Ele sabia perfeitamente a vida dela, apenas queria quebrar o gelo.
Tom – Eu tenho um amigo meu que tem um ginásio, posso falar com ele se quiseres – ela olhou-o desconfiada, mas não deixava de ser uma oportunidade.
Emily – Não é preciso deixa – finalmente chegaram a casa. O moreno estacionou o carro e deixou-se ficar sentado com a morena ao lado – Vais ficar ai? – Olhou-o desconfiada.
Tom – Não – sorriu e saiu do carro. Emily imitou o gesto e saiu descalça atrás do rapaz. Assim que entraram em casa, ele atirou-se para o sofá relaxando os músculos.
Emily – Bem… - suspirou – Eu vou-me deitar, obrigado pela boleia – ele olhou-a – Até amanhã – e saiu daquela divisão sem ouvir nada a ser pronunciado por aquele ser.
Despiu-se e decidiu tomar um banho para relaxar. Assim que saiu da banheira quase que patinou e caia de cu, mas foi mais rápida e conseguiu equilibrar-se. Riu-se sozinha e saiu para o quarto, vestindo a camisa de dormir e deitando-se por fim na cama e fechando os olhos por momentos até sentir alguém bater na porta. Apoiou os cotovelos na cama, franziu o sobrolho e pronunciou um “Entre”.
Emily – Asério? – Deitou-se ao ver quem era – Queres alguma coisa? – Continuava de olhos fechados.
Tom – sim – entrou no quarto – Falar contigo – ela abriu um olho e olhou-o.
Emily – Rápido que eu quero dormir.
Tom – Não sei se sou só eu – sentou-se na ponta da cama virado para a varanda e olhando a lua – A lua hoje está bonita – a morena ergue-se e olhou-o com cara de “Asério que veio aqui dizer-me que a lua estava bonita?”
Emily – Vieste aqui falar-me da lua?
Tom – Não – olhou-a – Eu não esqueço o que aconteceu na outra noite – ela olhou-o minuciosamente.
Emily – Tom, mas tens de esquecer – sentou-se á chinês – és namorado da minha irmã por amor de Deus – esfregou as mãos pela face.
Tom – E tu já esqueces-te? – Olhou-a de repente. Os olhares estavam presos um no outro. Ela podia negar, mas ele era demasiado atraente, mexia com qualquer rapariga, aliás mexeu com ela na noite em que se envolveram.
Emily – Sim – mentiu. Ela não tirava aquela noite da cabeça, nem conseguia fazê-lo por muito que quisesse.
Tom – Tudo bem – levantou-se da cama e saiu do quarto sem pronunciar nem mais uma sílaba. Ela olhou a porta a ser fechada e deitou-se ainda a pensar no que ele havia dito.
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Já estava a tomar o pequeno-almoço quando viu a irmã a entrar na cozinha.
Emily – bom dia – recebeu um beijo da irmã e viu-a a verter leite para uma caneca.
Jen – Como correu a noite ontem mana? – Sentou-se na cadeira e bebericou o leite.
Emily – Correu bem – sentou-se perto da irmã – O Tom foi lá ter e acabei por vir com ele para casa.
Jen – Eu sei – riu-se – Ele acaba sempre por sair quando o irmão sai.
Emily – E tu não te importas que ele vá? – Olhou-a com atenção.
Jen – Claro que não – sorriu – Ele ama-me seria incapaz de me trair – Emily mandou um sorriso amarelo á irmã. Ela estava completamente a leste daquilo que era o seu namorado, ele traiu-a sim, com a irmã da namorada – Bem – os seus pensamentos foram interrompidos – Eu tenho de ir trabalhar – deu um beijo rápido á irmã e saiu de casa.