Eu sei que demorei, mas como prometido está aqui.
Beijos e quero comentários fofinhas lindas
Ambos entraram em casa e nenhum continuou sem pronunciar uma única palavra. Tom sentou-se no sofá acendendo o televisor e visualizando algo que se encontrava a dar. A morena deu de ombros, disse um sumido “boa noite” e saiu da sala deixando o de tranças sozinho e entrando no quarto.
Descalçou-se e retirou o vestido, mandando para cima de uma cadeira. Foi para a casa de banho privada do seu quarto e retirou a lingerie tomando um rápido duche. Acabou e enrolou-se numa toalha, com uma outra enrolou o cabelo e saiu da casa de banho, encontrando-o virado para a janela do seu quarto, observando a cidade iluminada pela lua.
Emily – precisas de alguma coisa? – Perguntou-lhe enquanto tirava uma camisa de dormir de uma gaveta.
Tom – Hoje é lua cheia – afirmou. A morena riu-se e abanou negativamente a cabeça.
Emily – Outra vez a falar da lua? – Ele virou-se para ela e sorriu. O sorriso desvaneceu-se lentamente ao vê-la apenas enrolada numa toalha curta, por sinal, e segurando uma camisa de noite na mão enquanto a outra remexia o cabelo molhado. Ele engoliu a seco e abanou a cabeça virando-se de novo para a janela.
Tom – Veste-te – pediu – Eu não olho – a morena obedeceu e vestiu-se rapidamente.
Emily – Podes – ajeitou-se – E queres o que daqui? – Ele encarou-a novamente já vestida.
Tom – Hoje já não estavas tão fria comigo – esclareceu – Porque?
Emily – Porque não vale a pena – sentou-se na cama a escovar o longo cabelo – Não quero que a minha irmã descubra nada, visto que até o teu irmão já sabe e eu não sabia disso.
Tom – É difícil esconder algo do Bill – riu-se – Mas ainda bem que não és mais fria comigo – sentou-se á sua frente.
Emily – Pois – Pousou a escova na mesa-de-cabeceira – Mais alguma coisa?
Tom – Ahm… - coçou o couro cabeludo – Acho que não – Ela riu-se e levantou-se e fechou as persianas e cortinas.
Emily – Então senão te importares – apontou a saída – Eu quero descansar. Tive uma tarde bastante agitada – espreguiçou-se e bocejou falsamente.
Tom – Estás a mentir-me – confrontou-a rindo-se por fim.
Emily – Desculpa? – Arqueou o sobrolho e olhou-o desconfiada com a afirmação do cunhado.
Tom – Eu antes de começar com a tua irmã era um gajo, digamos, de muitas gajas – olhou-a minuciosamente – E quando passei á porta do teu quarto para ir para o meu, não te ouvi – riu-se – A ele sim, mas a ti não, logo duvido que estejas tão cansada quanto dizes.
Emily – E que sabes tu disso?
Tom – Tens memoria curta – riu-se ironicamente.
Emily – Claro – fez um estalido com a língua – Esqueci-me que tu traíste a minha irmã que por sinal é tua namorada comigo – abriu a boca em sinal de espanto irónico.
Tom – E digamos que tu comigo, gritaste – gabou-se. Ele aproximava-se perigosamente dela.
Emily – Importas-te de me parar de lembrar disso? – Pediu.
Tom – E se eu não quiser? – A distância entre eles era cada vez menos e a morena não tinha muito por onde fugir.
Emily – Passas a querer – engoliu a seco.
Tom – Sabes que eles ainda demoram – ele acaba de juntar o seu corpo ao dela.
Emily – E? – Empurrou-o – Vais sair pela aquela porta e vais tomar um banho de agua fria ou então esperas pela Jen, daqui não levas mais nada.
Tom – Como queiras – afastou-se e abriu a porta daquela divisão – Mas aquela noite não me sai da cabeça por muito que eu queira e por muito que tu peças – e saiu dali deixando a morena completamente abananada com a afirmação daquele homem.
Decidiu deitar-se. Queria deixar de sentir desejo pelo cunhado, queria á força esquecer aquela noite, queria apagar aquele homem da sua vida, mas era mais forte que ela. Por muito que quisesse, sempre que estava na sua presença lembrava-se daquilo que se havia passado naquela noite. Suspirou e voltou-se para o relógio vendo que marcava 2 da manhã. Eles ainda não tinham chegado. Levantou-se e saiu silenciosamente do quarto. Olhou tudo apagado na sala, calculou que ele já tivesse deitado e provavelmente a dormir, por isso decidiu ir até ao quarto que ele dividia com Jen, apenas ver se ele se encontrava lá.
Assim que chegou á porta do quarto, este encontrava-se entreaberta. Estava deitado, apenas de boxers, virado de costas para a porta. Ela queria ir embora, deitar-se e dormir, mas aquela figura prendia os seus pés ali, não a deixava dar um passo para trás, pelo contrário estava a obrigá-la a dar um passo em frente e entrar no quarto, dar um passo para o abismo. Deu uns passos em frente e quando deu por si estava ao pé da cama dele. Suspirou e virou-se para ir embora, mas a voz dele prendeu-a mais uma vez.
Tom – Precisas de alguma coisa? – A morena suspirou e virou-se para ele, conseguiu vê-lo apoiado pelo cotovelo e olha-la.
Emily – Sim – mordeu o lábio inferior inconscientemente.
Tom – De? – Questionou-a.
Emily – Oh good – de um movimento brusco, meteu-se em cima dele, deixando-o completamente á toa – De ti – Beijou-o finalmente. O beijo foi rapidamente correspondido pelo moreno, ele agarrou-a fortemente pela cintura e fê-la virar na cama, ficando por baixo dele. Ela parou de beijá-lo e olhou-o – Aqui não – puxou-o e foram até ao seu quarto. A morena tratou de trancar a porta e encarou-o completamente excitado e fora de si com a atitude da morena. Encostou-a á porta e fê-la rodear a sua cintura com as pernas, sendo beijada fugazmente por aquele ser – É a ultima vez, aproveita.
Tom – Claro que sim – disse ironicamente – Ultima vez – Não ligou e deitou-a na cama. Ela fez os boxers dele desliza-lhe pelas pernas e ele tratou logo de lhe tirar a camisa de dormir. Ela não tinha vestido lingerie, ele beijava-lhe o peito com carinho, assim como passava a mão pela sua perna, enquanto ela gemia o seu nome ao seu ouvido. De uma investida ele penetrou-a, ela gemeu sonoramente e deixou-se levar por ele mais uma vez. Os movimentos eram bruscos, suaves, carinhosos, ele estava no seu auge naquela noite e ela aproveitou-se disso e virou os corpos metendo-o ela por cima dele, comandando ela. Ele firmou as mãos nas ancas da morena e ajudava-a nos movimentos o que fez com que rapidamente chegassem ambos ao auge. Ela descaiu ao lado dele e levou a mão á sua face, constatando as gotas de suor na sua testa. Olhou de sorriso embutido nos lábios e não evitou sorrir também.
Emily – Foi a ultima vez Kaulitz – ele olhou-a e riu-se, levantando-se e vestindo os boxers.
Tom – Negavas-te tanto, mas no entanto foste tu que foste lá ao quarto dizer que precisavas de mim – apontou-se.
Emily – Isto é errado – sentou-se na cama e olhou-o.
Tom - Pois é – concordou – Mas eu quero mais, quero-te a ti – e saiu por fim do quarto, sem dar oportunidade a Emily de responder.